Estamos todos cansados de pagar a conta, por Jana

Não há almoço grátis, ou em inglês, ‘there is no free lunch”, é a frase atribuída a Milton Friedman, professor de economia da Escola de Chicago, que a popularizou nos anos 1970, um dos arquitetos das políticas monetárias da maioria das nações e um nome importante do pensamento mais liberal (na verdade a frase foi usada desde os anos 1940, quando os bares anunciavam almoço grátis para vender mais bebida). Alguém sempre paga a conta, mesmo que ela não apareça claramente, mesmo que ela se insinue livre de pagamento. Mais ou menos como na internet, não há nada gratuito, você sempre está pagando algo a alguém e abrindo mão de algo que tem valor para ser vendido a outro alguém. Nada, nada mesmo, é de graça.

O problema é que na maioria das vezes é o governo que paga a conta. E quando é o governo que faz o pagamento, a conta é debitada a todos os contribuintes, mais a uns do que a outros. Por exemplo, os empresários já pagam demais, sua carga tributária é descomunal, são eles que carregam o piano e sustentam toda a máquina pública. E é admirável o desprendimento dos homens de negócios que pagam os impostos e ainda são obrigados a se submeter a uma perseguição burocrática insana, incontrolável e cada vez mais irracional.

Chega! Por isso as reformas são tão importantes para o país, por isso é razoável pagar um preço alto para ter na presidência alguém capaz de fazer o que é necessário para conseguir o quórum e os votos indispensáveis, mesmo que para muitos a reforma seja amarga.

Já houve dois grandes passos no Congresso: a Lei do Teto de Gastos e a Lei que flexibiliza em favor do negociado o que prevalecia como legislado, atendendo perfeitamente às expectativas e necessidades do mercado. Em paralelo, grandes mudanças estão acontecendo na área de energia e petróleo (a Petrobrás está cedendo), na área de mineração (o Governo abriu mão do poder que ainda tinha de saldo sobre a Vale, por exemplo), nas cadeias de negócios de educação e saúde, de propriedade da terra e até em negociações de questões fiscais.

É preciso passar um trator nessa confusão e abrir tudo à lei da oferta e da procura, tirar o governo e botar o mercado. Os problemas do país começarão a ser enfrentados depois de completadas essas reformas.

Quem sobreviver, verá.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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