Desemprego aumentou, renda do trabalhador caiu, relação dívida/PIB piorou e a indústria recuou, recuperação só na Globo, diz senador do PT

O cenário atual na economia brasileira é de aumento explosivo da dívida pública, destruição do parque industrial, quedas expressivas no investimento público – em especial, nas áreas sociais, aumento do desemprego e diminuição da renda da classe trabalhadora, além de crescimento nos índices de pobreza extrema da população.

Este quadro foi apontado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) na tribuna do Senado nesta quinta-feira (3). Para o senador, o atual cenário “desastroso” da economia nacional é uma conseqüência direta da “opção de setores poderosos da elite brasileira pela ruptura institucional”, a partir da reeleição de Dilma Rousseff em 2014.

Um dos pontos mais criticados por Lindbergh foi a queda de investimentos em programas sociais. Ele lembrou que o Programa Minha Casa Minha Vida recebia durante a gestão Dilma repasses orçamentários superiores a R$ 20 bilhões por ano, que caíram para R$ 3,6 bilhões no ano passado.

O senador alertou que o desemprego voltou a crescer expressivamente em 2018, pois segundo o IBGE o número de pessoas sem trabalho passou de 12,3 milhões em dezembro para 13,7 milhões em março. Lindbergh também valeu-se de dados do Instituto para apontar que o rendimento médio dos trabalhadores caiu 1,8% como um todo, sendo que entre os 5% mais pobres esta queda chegou a 38% da renda.

O representante do Rio de Janeiro no Senado teme que este cenário de deterioração prolongue-se por todo o ano, pois a seu ver o governo só aprofunda a política de “austericídio fiscal”.

— Os dados de 2018 também apontam que a indústria recuou 2,2% no primeiro trimestre, enquanto a dívida no atual governo já passou de 38% para 52,3% do PIB. O investimento está no menor nível da história, e a tal da retomada econômica só existe no noticiário fantasioso da Rede Globo — finalizou o senador.

Agência Senado

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