De onde vem tanto ódio?

“…E de onde vem tanto ódio?

Vem de longe… Vejamos…

Caso singular na História, a elite brasileira é a única que se envergonha de seu país e tem ódio do seu próprio povo.

Sempre foi assim…

Até o século XVIII, as elites se envergonhavam de sua origem negra e indígena. Seu sonho era voltar para Portugal… Mas em Portugal eram consideradas mestiças e desterradas… em Lisboa eram vistas como “dejetos endinheirados”…

E por isso eram cuspidas de volta para o Brasil…

Aqui possuíam suas terras e tiravam sua renda. Para além disso, aqui podiam expurgar sua frustração de serem rejeitadas na metrópole… Tinham a mão pesada com os negros e os índios. E dessa violência uma multidão de mulheres negras e indígenas pariu uma nação de filhos bastardos, indesejados e desvalidos.

Por isso, a negação da brasilidade das elites é mais que um gesto de anti-patriotismo, é uma negação de paternidade… Uma tentativa de se eximir das responsabilidades dos filhos que elas mesmos geraram, fora do casamento, “na cozinha”, “no mato”, “no cabaré”, quase sempre pelo uso da força…

No século XIX, a elite brasileira quis se tornar francesa… E isso durou até o início da República… Trazia pesados casacos do rigoroso inverno europeu para exibí-los no verão carioca…

E ainda naquele século, promoveram a primeira grande tentativa de exterminar com a nossa brasilidade, dando generosos incentivos para os europeus trabalharem e conseguirem terras no país.

A nossa grande onda imigratória foi o reverso daquela ocorrida nos EUA. Ali os imigrantes receberam cidadania com a contrapartida de lutarem contra a escravidão e pela unificação de um país dividido pela guerra civil.

Aqui os imigrantes receberam a cidadania para consolidar a exclusão social da maioria dos trabalhadores brasileiros (ex- escravos negros) e dividir o país entre os “civilizados” europeus e os “incorrigíveis” brasileiros…

E por fim chegamos nos dias atuais quando a nossa elite brasileira sonha em virar norte-americana… Continua se rebaixando a um país estrangeiro em detrimento do seu próprio país, como sempre fez…

Não se importa em ficar – feito gado – horas a fio numa imensa fila para tirar um “visto” de turista para visitar a Disneylândia… E já no aeroporto descobre que não é bem vinda… pois é latina americana…

Novamente ela é cuspida de volta para o Brasil… E aos prantos se despede do Mickey e do Pateta… Entra raivosa na nossa pátria, lamentando ser brasileira…”

(Trecho central de artigo do historiador Carlos D’Incao com o título “E se a direita vencer?”)

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