Carville: É a economia, estúpido! por Haroldo Araújo

Por quais motivos Dilma, uma neófita na política brasileira, com uma postura de gerente durona e sem registro de outra gestão para exibir, derrotaria José Serra em 2010? O petróleo em alta e nós brasileiros já embalados nas pesquisas da bacia de Campos, Tubarão, Lula e outros poços (votamos na economia). Aqui cabe a explicação de James Carville, porque não seria um iluminador de postes (lula) que ensinaria o caminho das pedras! Foi a economia que elegeu Dilma.

A popularidade do governo de Michel Temer é baixíssima com índices de empregos fracos, mas ele foi capaz de blindar a economia causadora da ruina de muitos governos. No segundo mandato, Dilma indicou Joaquim Levy, mas sem que fosse capaz de levantar publicamente suas bandeiras. Não protegeu sua equipe econômica e nem soube se defender dos ataques. O Presidente da Câmara de então protagonizava um confronto do Executivo com o Legislativo.

O confronto vitimou os dois Presidentes (Câmara e Executivo). O governo de Michel Temer consegue obter resultados positivos no Congresso Nacional com a aprovação de medidas severamente impopulares, mas elas criam e formam cenários encorajadores na Economia. Os dois últimos governos podem ser análogos pela constante ameaça de impeachment. Metaforicamente falando, uma verdadeira “Espada de Dâmocles” sobre suas cabeças

Uma espada que paira sobre as cabeças dos governantes pendurada por um tênue fio de crina de cavalo. Na busca do poder, muitos esquecem desse detalhe! O escritor Ovidio (Ano 43 a.c.) se referiu à metáfora desses riscos: “Um tributo a ser pago por quem busca o poder a qualquer custo”. Temer se ampara nos resultados da Economia! Afirma sempre que: “Não está em busca de popularidade, mas sua luta é pelo povo e é comparável a uma corrida de recuperação”.

Dilma em visita a Alemanha e, ao lado de Angela Merkel, discordava publicamente de suas propostas para a economia. Dilma pregava os gastos governamentais para alavancar crescimento e Angela Merkel acabara de falar de austeridade no mesmo sentido. Uma estava certa e a outra errada. Merkel encara o seu 4º mandato e ninguém se opõe a continuidade. Mantida no poder por sabedoria dos eleitores ou pela pujança da economia alemã? As duas coisas e a sua continuidade no poder é legítima

Agora Michel Temer se sustenta no poder sob a bandeira da austeridade. Esse governante já tem mais de cinquenta anos na política e sabe muito bem que não são medidas que trazem a popularidade, mas os resultados das medidas que às vezes trazem ou não a “Popularidade”. Certamente, nunca vi tantos ataques e acusações contra um Chefe de Estado e (Ele) Michel continua firme! Por que mesmo? É a economia estúpido! Como diria Carville.

De outro ângulo de visão, sabe-se que os projetos estão parados: Refis (totalmente desfigurado); Reforma da Previdência (totalmente desfigurada) e até o Fundão que era de R$ 3 BI já caiu para R$ 1,7 BI. É preciso esclarecer que um Chefe de Estado mesmo com tantos poderes, não pode tudo e com bandeiras impopulares menos ainda. O que sustenta o atual governo não é só a política. O que o sustenta é a esperança do povo de recuperação da atividade econômica.

Dilma caiu porque essa luz já não existia e o povo viu a economia em queda: Déficits crescentes, Inflação crescente, juros crescentes e PIB em queda e essa enxurrada levou a Presidenta junto. Com Michel acontece o contrário: Os juros caem, A inflação cai, O Déficit vem sendo enfrentado e o PIB está em crescimento. A segunda denúncia vai cair no vazio? Sim! Por que? É a economia!

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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