Brasil é incapaz para a convivência democrática

Em sessão especial no Senado em 07 de maio,  debatendo a Campanha da Fraternidade deste 2018, a secretária-geral do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC), pastora Romi Bencke, também entende que o Brasil é um país dominado pela cultura da violência, pois foi formado e é gerenciado há séculos negando direitos à maior parte de sua própria população. Para a religiosa, essa tradição de “negar o outro”, manifestada historicamente no extermínio dos índios, na escravização das populações negras e posteriormente na super-exploração dos mais pobres, é o que está na raiz dos altos índices de violência do país.

— Essa cultura de negação de direitos ao outro produz uma das sociedades ao mesmo tempo mais desigual e mais violenta do mundo. Nos tornamos no fundo uma sociedade incapaz da convivência democrática, porque aqui a desigualdade profunda de poder e renda parece ter sido naturalizada e a transformação desta estrutura econômica e social simplesmente não é aceita — disse a secretária do CONIC, para quem a mentalidade de exclusão está presente em políticas hoje em curso, como no teto de gastos em investimentos sociais e na reforma trabalhista, que a seu ver gerarão apenas mais desagregação social e violência.

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